QUER SER JUIZ? QUER MESMO?

Quer ser Juiz? Quer mesmo? Por que? Você tem vocação? O que exatamente faz um Juiz? Quanto trabalha? Quais são as peculiaridades da profissão? O que fazer para alcançá-la? Qual a razão da dificuldade do concurso?

 

O debate aqui é exclusivo sobre a motivação que induz alguém, em um determinado momento, a querer ser Juiz. A questão sempre me causou uma inquietação muito grande e certo desconforto porque vejo inúmeros candidatos a Juiz dirigirem-se a um estudo exaustivo para alcançarem esta profissão sem possuírem qualquer ideia, sequer vaga, das atribuições do cargo e sem analisarem a vocação.

 

É bom que se diga, de início, que o magistrado de hoje em dia dificilmente usa toga, exceto quando participa de sessões de julgamento nos Tribunais. Houve uma substancial mudança, ainda, na formalidade das sessões e audiências. Quem nunca viu, nos filmes americanos, todos se levantando para receberem o Juiz? Na prática, isso não existe!!!

 

A profissão tem pouco ou quase nada do “glamour” que a ela se atribui. A pessoa, então, ao decidir abraçar esta atividade deve estar atento, desde sempre, que a solenidade de antigamente hoje corresponde a uma atuação silenciosa e quase operária, visando à diminuição da quantidade de processos e à busca pela realização dos atos processuais da forma mais rápida possível, a despeito de inúmeras dificuldades estruturais. E tudo com uma forte cobrança social e também interna…

 

Para quem pensa que o trabalho do Juiz é feito por seus assessores, saibam que ser Juiz é estar abarrotado de processos quando o assessor invade sua sala com outras duas urgências. Você mantém o raciocínio para concluir a decisão que estava preparando quando é novamente interrompido porque existem advogados aguardando para falar com você. Após atender os advogados, você tenta retomar o raciocínio e aparece outra urgência. Neste momento, você é informado que todas as partes já chegaram e que as 05 (cinco) audiências marcadas para a tarde já podem começar. Além disso, existem mais de 10 (dez) minutas de sentenças na sua mesa para serem conferidas e uma centena de despachos. A atenção para cada sentença/decisão/despacho é que vai determinar o correto funcionamento da sua Vara e a manutenção da coerência dos seus posicionamentos. Nada deve passar despercebido. O erro não será perdoado!

 

Como já expôs Carnelutti, “nenhum homem, se pensasse no que ocorre para julgar um outro homem, aceitaria ser Juiz”.

 

Ninguém se torna um Juiz através do concurso. É você que deve investigar, de antemão, o quanto existe em você de ponderação, de equilíbrio, de compromisso com as questões relacionadas ao outro, de responsabilidade, de honestidade, entre tantas outras coisas.

 

A pessoa que pretende abraçar a magistratura pensando na remuneração logo quebrará a cara! Não vale à pena do ponto de vista financeiro, em virtude do tanto de dedicação que a atividade lhe vai exigir. Assim, a pessoa que pretende abraçar a magistratura pensando em não trabalhar também deve buscar outra atividade.

 

Quem pretender ser Juiz deve, primeiro, ter um processo pessoal na Justiça. Este é o primeiro passo! Deve sentir na própria pele o que é ser parte; o que é suportar os efeitos da demora de uma decisão; o que é receber uma sentença e demorar anos para executá-la; o que é ter seu direito negado através de uma sentença ou decisão padrão que não analisou corretamente o caso; o que é embargar desta decisão/sentença e receber, como resposta, que a pretensão é de mera rediscussão do julgamento; etc.

 

Só assim esta pessoa ingressará nos quadros na magistratura enxergando que: há pessoas atrás dos processos; que ela assumiu, antes de tudo, um compromisso de celeridade e respeito com o jurisdicionado; que ela irá trabalhar sem buscar o reconhecimento do Tribunal a que está submetido ou de quem quer que seja, porque o trabalho é voltado para alcançar a finalidade diuturna e simples de entregar a cada um o que é seu; que irá trabalhar dias e noites a fio para cumprir da melhor forma a sua profissão; que não sossegará enquanto tiver processos na estante, que representam pessoas aguardando uma resposta; que a resposta, ainda que negativa, deve ser rápida, para propiciar à parte a possibilidade de recorrer; que cada pedido de habilitação representa uma pessoa que morreu aguardando uma resposta do Judiciário; etc. etc. etc.

 

Aí eu pergunto: você está pronto para este compromisso?

 

Assumir a magistratura com qualquer outra finalidade, sobretudo com a finalidade nefasta de não trabalhar ou de fazer o mínimo, chega a ser criminoso. O Juiz relapso, acomodado, preguiçoso não sabe o mal que ele faz a todo jurisdicionado que tem a infelicidade de ter um processo em suas mãos. É este o Juiz que você pretende ser? É para isso que você pretende abraçar a magistratura? São questões que merecem profunda reflexão!

 

Por outro lado, todo o conhecimento cobrado no concurso é o que dará ao futuro Juiz ferramenta para trabalhar. Ninguém se aventura a proferir sentenças e conduzir audiências sem a preparação adequada. Logo ao entrar na audiência o Juiz poderá estar diante de um representante do Ministério Público e de um advogado devidamente preparados que lhe farão questionamentos para os quais você deve ter pronta resposta. É a preparação para o concurso que lhe dará as respostas.

 

Então, não desrespeite o processo de aprendizado inerente ao concurso, que será fundamental para a sua atuação profissional. Seja objetivo em sua preparação e otimize o seu estudo, mas não busque atalhos ou “bizus” que proponham a desnecessidade do estudo ou pouco empenho na interpretação das matérias, das leis, da jurisprudência…

 

O Juiz não deve ser um reprodutor de julgamentos proferidos anteriormente. É preciso que ele tenha conhecimento suficiente para criticar a interpretação dada anteriormente e avaliar se aquela é a melhor interpretação a ser conferida ao caso concreto. Apenas após este filtro interno é que o precedente pode ser aplicado ao caso e, posteriormente, já sem tanto esforço, aos casos idênticos, sem prejuízo das constantes reavaliações.

 

Por isso, não despreze a necessidade de “preparar-se” para assumir uma profissão como esta. Assuma, de logo, o compromisso de que, uma vez aprovado, será o melhor Juiz que puder, o mais rápido, o mais trabalhador, o mais comprometido com a seriedade da profissão.

 

Cabe lembrar a lição de Calamandrei: “O juiz é o direito feito homem. Só desse homem posso esperar, na vida prática, a tutela que em abstrato a lei me promete. Só se esse homem for capaz de pronunciar a meu favor a palavra da justiça, poderei perceber que o direito não é uma sombra vã”.

 

Então, quer ser Juiz? Quer mesmo? Assumirás este compromisso com o outro?

 

Abraço,

 

Carolina

(twitter: @CarolinaMalta1)

120 Responses to “QUER SER JUIZ? QUER MESMO?”

  1. Claro, instigador, motivador…um honra lê-lo!

  2. QUERO MESMO! 😀

    Toda as vezes em que leio algo assim, a minha certeza aumenta, assim como minha devoção pela profissão que escolhi.

  3. Simplesmente sensacional o texto!

    Parabéns Excelência, vou indicá-lo a todos que, como eu, buscam diuturnamente o ingresso nesta profissão ímpar.

    Deus abençoe

  4. Parabéns Carolina!
    Excelente texto! Muito palpável, realista e esclarecedor.
    Espero anciosa pelas dicas!

  5. Parabéns, Carolina! Ganhaste um fã aqui em Santa Catarina!
    É muito bacana sua atitude de doação ao compartilhar etapas que você já passou com pessoas que estão na batalha dos estudos! Foi uma deliciosa leitura! Obrigado =)

  6. belissimo texto, muito esclarecedor. para os ‘não vocacionados’, uma desilusão, para aqueles que sempre sonharam com a magistratura, que nasceram para isso, uma grande motivação para continuar a buscar esse sonho. Daqui a 2 anos, se Deus quiser, magistratura trabalhista aí vou eu!

  7. Carol, adorei o texto! Desejo a vc ainda mais sucesso, agora com o seu blog. Bjssss!

  8. Parabéns Carolina!
    Texto esclarecedor e instigador para quem deseja ingressar nesta carreira.
    Abraço

  9. Parabéns pelas palavras repletas de discernimento. Não sou do “direito”, mas sou servidor público. Acredito que absolutamente todos que se candidatam a qualquer vaga do serviço público devem sempre ocupar antes o papel de usuários dos serviços que pretendem prestar.
    Todos os elos da cadeia do serviço público são essenciais para a população, desde os coletores de lixo aos julgados nos tribunais, passando pelos legisladores e tudo mais.
    Queremos um Brasil melhor?
    Façamos nós ele melhor.

    • Muito obrigada, Thiago! A análise da vocação é imprescindível para que a atividade seja exercida com efetivo compromisso e este compromisso deve estar em cada um de nós, independentemente da profissão que exercemos. É um dano ao serviço público o servidor preguiçoso ou mal-humorado, descontando suas frustrações no cidadão que não tem nada com isso…

  10. Dra.,

    Embora não a conheça, desejo deixar um comentário em seu texto que está circulando na internet concurseira.

    Suas palavras mexeram com as emoções deste sujeito aqui, que no exato dia de hoje está completando 6 anos na “atividade jurídica”. Pela vivência que já tive senti o quanto é autêntico o que li acima.

    Já há algum tempo fiz da magistratura federal meu sonho profissional, e são de relatos como este de V.Exa. que tenho tirado forças para persegui-lo. Por incrível que pareça, antever o que encontrarei, se obtiver sucesso no concurso, serve de motivação para mim.

    Receba meus votos de sucesso em seu trabalho. Saudações desde o RJ, deste que aqui escreve, que é filho de um legítimo pernambucano de Petrolina.

    • Agradeço muito suas palavras! É de pessoas vocacionadas que o Judiciário precisa. Persista no seu sonho se acredita, verdadeiramente, que poderá fazer o melhor quando passar. Não desista antes de ter efetivamente tentado a aprovação! Desejo muito sucesso para você! Abraço, Carolina

  11. ótimo texto, muito esclarecedor mesmo!

  12. Doutora Carolina, boa tarde!

    Seu texto deve ser a “oração diária” dos estudantes e dos juízes atuantes.Para os estudantes, porque se algum concurseiro tem preguiça de estudar horas e horas, NÃO chegará a ser aprovado nesse concurso. E quanto aos juízes atuantes ,caso sejam preguiçosos e relapsos, vão fazer um desfavor a todo o judiciário e a sua Nação. Fiquei ainda mais convicta de minha escolha. Deus a abençoe com saúde e sorte!Abraços!

    • Muito obrigada, Luciana! É a pura verdade. O acomodado na hora da preparação nunca será um bom juiz. É melhor, mesmo, que não passe no concurso. Um grande abraço para você!

  13. Doutora, vejo muita gente falando que vai fazer concurso “x” ou “y” pensando somente na remuneração, status ou no suposto “pouco trabalho”. Infelizmente, a vocação nem é cogitada como fator de motivação para escolher determinada carreira. Isso com certeza reflete na (má) qualidade do trabalho, seja como defensor público, juiz ou promotor de justiça, e quem perde é a sociedade. Sem contar o vazio que essa pessoa deve sentir, por estar numa profissão sem ter prazer pelo que faz. Obrigado pelo texto (já compartilhei) e parabéns por ser vocacionada e dedicada à magistratura.

    • É verdade, Iury. Agradeço a sua mensagem e lhe digo que o meu maior incômodo é justamente ver pessoas fazendo concursos imaginando que vão enriquecer ou não vão trabalhar. Quando entram e percebem a quantidade de trabalho, passam a vida reclamando que ganham pouco ou que trabalham demais. Ninguém aguenta… Obrigada novamente pela mensagem. Abraço, Carolina

  14. Excelente texto, dra.! Percuciente e instigador na exata medida! Principalmente no trecho que afirma:

    “Quem pretender ser Juiz deve, primeiro, ter um processo pessoal na Justiça. Este é o primeiro passo! Deve sentir na própria pele o que é ser parte…Só assim esta pessoa ingressará nos quadros na magistratura enxergando que: há pessoas atrás dos processos; que ela assumiu, antes de tudo, um compromisso de celeridade e respeito com o jurisdicionado.”

    O exercício da judicatura é, acima de tudo, um compromisso com o jurisdicionado. Parabéns!

  15. Miguel Júnior says:

    De repente me peguei pasmo, estupefato, embasbacado diante de tão singelo, cristalino e coerente texto, bem como com a convicção de que devo me preparar cada vez mais para tentar alcançar tão nobre arte social.

  16. Ana Lins says:

    Primeiramente, parabéns pelo belíssimo texto, que retrata tão bem a realidade dos magistrados sérios.
    Mesmo que essa profissão traz seus (muitos) ônus, continuo no meu propósito. Mas gostaria de saber se você desde o início focou na magistratura e passou para procuradoria federal “por acaso”, ou se preparou para este último cargo e, após aprovada, adaptou os estudos para a magistratura federal?
    Enfim, desejaria saber se o estudo para a magistratura pode englobar o estudo para outros cargos também.
    Parabéns pelo blog!

    • Carolina says:

      Ana, obrigada! No meu caso, eu estudei especificamente para Procurador Federal da AGU, ainda na Faculdade. Tentei o concurso duas vezes e passei na segunda tentativa. Após a posse, passei a estudar especificamente para o concurso de Juiz Federal. Sobre a outra pergunta, o edital de juiz federal é bastante completo e, indiretamente, prepara para vários concursos da área federal, como MPF, DPU, AGU. Sempre achei complicado, porém, misturar concursos da área federal e estadual, pois, neste caso, há grande diferença entre as matérias e a forma de abordagem, mas, logicamente, tudo varia de pessoa para pessoa.
      Abraço!!

      • Ana Lins says:

        Obrigada pela atenção! Vou manter meu foco para a magistratura federal, então! Mas vou tentar também esses outros q vc mencionou! Muito obrigada mesmo! Tudo de bom na sua vida!!!

  17. Napoleão Teixeira says:

    O texto é interessante. Utópico, mas ainda assim muito bom considerado seu posicionamento.
    É apaixonado e desde suas preliminares mostra sua origem: se juiz é Juiz, advogado deveria ser necessariamente Advogado (Caixa alta aqui também, por favor). Está na cartilha a ser seguida e observada, sob pena de ser cassada.
    Ofensa direta e literal à Lei federal! Nada nos resta se não agradecer, de nossas trincheiras, o Recurso desde logo provido nos entregue “de bandeja”!
    Contudo, todavia, entretanto, ouso discordar, notadamente quando não estou a postular.
    Os Juízes vocacionados são a exceção. Lamento profundamente dizer isso: mas o são. FATO!
    Hoje a bsuca por uma pretensa “estabilidade financeira” e a indústria dos concursos impera (“óbvio ululante”). Qual seria sua conseqüência primeira? Entendo que justamente a “seleção natural” daqueles que possuem condições financeiras de passar anos e anos a simplesmente estudar… sem precisar trabalhar, sem ter de encarar as peças da vida, sem efetivamente socializar. Enfim, sem ver o mundo lá fora…
    Permissa vênia, mas é absolutamente incompleto o raciocínio de que “Quem pretender ser Juiz deve, primeiro, ter um processo pessoal na Justiça”… Além disso, deve necessariamente conhecer a vida como ela é… Ao menos três anos nas trincheiras, como o efetivo espírito da Lei quer, a exercer a primária atividade jurídica, ou seja, a de Advogado, além de psicólogo, amigo, confidente, psiquiatra (…), e, acima de tudo, paciente, muito paciente.
    Sim, há “pessoas atrás dos processos”, e, via de regra, estas lançam todas as suas angústias, frustrações e até mesmo revoltas nos Causídicos que as representam, quem tem de justificar, ao vivo e à cores, todas as mazelas de nosso Judiciário, seus porquês e suas incertezas .
    Hoje digo sem medo de errar: nem de longe pretendo assumir o peso de julgar, mas não tenho dúvida de que estaria preparado para tal, pois conheço o mundo lá fora o suficiente para tanto…

    • Carolina says:

      Obrigada pela mensagem. Concordo que juízes vocacionados são exceção e muito raros. Infelizmente, porém, também conheci muitos advogados que se distanciam imensamente do termo com caixa alta que você colocou na mensagem. Na área previdenciária, em que atuei por mais de 5 anos, presenciei inúmeras situações em que o advogado simplesmente se apossava de todos os valores atrasados de pessoas hipossuficientes; em outros casos, faziam-nas assinar procurações já na fase de execução majorando o percentual dos honorários contratuais, sem esclarecer o fato ao cliente analfabeto; etc. Já vi de tudo um pouco e entre os desonestos e pouco dispostos ao trabalho incluo inúmeros ministros, desembargadores, juízes, procuradores, promotores e advogados. Também já vi estagiários falsificando certidões e, antes mesmo de se formarem, respondendo a processos penais.

      Acho mesmo uma pena que tantos já ingressem no Judiciário com a mentalidade de não trabalhar, mas não considero meu texto utópico. Há muitos outros extremamente dedicados ao que fazem, assim como existem advogados extremamente sérios e comprometidos. Onde há exceções não podemos falar em utopia, sobretudo porque meu texto é, antes de tudo, baseado no questionamento da vocação ao leitor. Muitos, inclusive, respondem negativamente, afirmando-se destituídos de vocação para a magistratura.

      Abraço,

      Carolina

  18. Dênio says:

    Olá Dra. Carolina , desde 2012, ainda principiante nos concursos , leio o seu texto. Naquela época já sentia grande vocação pela magistratura, em especial a trabalhista. Hoje sou analista judiciário do TRT 10, minutando despachos e sentenças . Confesso que , acompanhando a rotina da Vara, fiquei um pouco assustado com o ritmo, sem falar que a maioria dos juízes que conheço me recomendou não seguir a área. Fiquei muito desmotivado, com conselhos do tipo: “não faça magistratura, faça MPT , Consultor do Senado etc. ” Mesmo assim, minha mente continua focada nesse objetivo. Entretanto, uma pergunta vem me incomodando: como fazer quando se tem família? Já ouvi falar que a magistratura é responsável por muitas desagragações familiares, ainda mais quando o seu companheiro também tem uma profissão e, querendo sucesso, não aceita constantes mudanças de cidade., sem falar nos filhos que precisam de uma boa escola. Sou muito atento às questões familiares, assim, gostaria da sua opinião . Contínuo na luta, mas confesso que, no momento estou desmotivado, já que não consigo parar de pensar neste questionamento. Saudações . Dênio.

    • Carolina says:

      Dênio, muito obrigada pela msg e peço mil desculpas pela demora para te responder. Mandarei um e-mail hoje falando sobre as suas dúvidas. Abraço, Carolina

  19. Rodolfo Rapchan Secchiero says:

    Desde os tempos de faculdade sempre quis um dia ser magistrado. Não só pelo fato de adorar o ambiente forense, mas por considerar uma das mais belas profissões. Estou ainda me preparando para o concurso, mas trabalho para chegar lá com muita fé. No início não pensava em advogar após me formar, mas hoje, atuando, vejo o quão importante esta sendo não so para minha preparação como também para minha futura atuação como juiz de direito.

  20. Vinicius Negrão says:

    Simplesmente fantástico o texto, já havia refletido sobre essas questões, e após muito pensar e chegar às mesmas conclusões é que confirmei o meu sonho de ser juiz. Convívio com essa realidade no meu dia a dia na advocacia, e por isso quero fazer diferente. Ser juiz é saber servir, e entregar ao jurisdicionado uma solução minimamente salutar para o litígio.

  21. Rayanne says:

    Excelente texto. É de profissionais assim que precisamos, que estão dispostos a mudar o curso do país, sendo o melhor em tudo o que fazem.

  22. Cintia gripp says:

    Texto maravilhoso, simples de entender a poderoso no conteúdo!! Parabéns ..Eu amei.. É um empurrão pra quem tem a vocação e um alerta pra quem não se encaixa no perfil da profissão!

  23. Rosângela says:

    Obrigada!

  24. Thiago says:

    Sou analista judiciário estadual, e quando li o texto me vi no fórum vivenciando a rotina do Poder Judiciário. Eu dou “graças a Deus” que estou tendo essa oportunidade de trabalhar na área, pois só assim eu pude descobrir que não tenho vocação pra ser juiz. Vejo o trabalho de perto e sei que aquilo não é pra mim. Há muito trabalho e a responsabilidade é muito grande. Acho que todos deveriam ter a humildade em procurar saber se realmente possui vocação pra seguir determinada carreira jurídica, deixando de lado o foco no dinheiro e status.

  25. Sélito Baschirotto says:

    Olá, Dra!!!

    Gostaria de cumprimentá-la pelas palavras esclarecedoras sobre o que é ser juiz!!!O alerta de Carnelutti sobre a atividade julgadora, deixa qualquer pessoa com o mínimo de consciência moral “de orelha em pé”!!!!

    Bem, mas a intenção aqui não é agradecer a Carnelutti, mas sima às suas palavras de motivação e uma motivação baseada na ilustração dos pesados ônus que serão dados aos que conseguirem ingressar na carreira.

    Lembro agora de Adan Smith:
    “Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.”

    Atualmente sou um dos tantos milhares que estão em busca de um bom salário e condição de vida. Mas percebo que isso é apenas a ponta do iceberg.

    Como o padeiro de Adan Smith “abri minha padaria” (almejar a magistratura) pensando nas minhas necessidades, mas depois percebi do quanto é nobre fazer o pão e de quanto bem eu posso promover para as pessoas.
    Não há nada mais maravilhoso do que poder fazer o bem e ainda por cima receber bem por isso.

    Quando vi o salário e as férias (a ponta do iceberg) fiquei interessado pela carreira, mas já vejo uma grande parte submersa: a possibilidade de fazer o bem a um grande número de pessoas pessoas (parte boa do submerso).

    Bom, dentro da esteira de fazer o bem, vejo o bem (direto) que a Sra. está fazendo a nós, que pretendemos seguir a sua carreira, nos esclarecendo e motivando, ainda que seja para mostrar a parte “chata” de ser magistrado.

    E do bem indireto (parte submersa daquele que está motivando): quando a Sra. nos motiva com suas palavras está ajudando ais futuros jurisdicionados dos futuros magistrados.

    Bem, então em meu nome e também em nome das pessoas que ajudarei no futuro agradeço às suas palavras!!!

    Adorei também artigo desistir/persistir.
    Meus sinceros agradecimentos.
    A Sra. parece ter o dom de motivar verdadeiramente as pessoas, isso é muito raro!!!!!

    • Carolina Malta says:

      Muito obrigada por esta mensagem!!! Persista no seu sonho que você vai conseguir… Tem uns textos aqui sobre a preparação (I e II) e outro sobre as provas subjetivas. Dê uma olhada para ver se te ajudam.
      Abraço!

  26. Excelente texto, Carolina! Aliás, ratifico todos os elogios feitos nos comentários anteriores.
    Desculpa a indiscrição (sad face emoji), mas você levou quanto tempo para se preparar para o concurso da magistratura?
    Btw, parabéns pelo trabalho desempenhado!
    Abç!

    • Carolina Malta says:

      Oi Bruna, coloquei uns textos aqui sobre a preparação (I e II) e sobre as provas subjetivas. Veja se podem te servir… Eu te confesso que sempre estudei muito na Faculdade. Passei no concurso de Procuradora Federal no sétimo período da Faculdade, consegui me formar no dia 11/12/2003 e tomei posse no dia 15/12/2003. Quando entrei na AGU, sabia que meu sonho era ser Juíza Federal e passei a estudar apenas o edital para este concurso, o que me levou a ter uma preparação mais objetiva. Assim, tomei posse na magistratura no ano seguinte, em 15/12/2004, aos 23 anos, quando ainda não se exigiam os 03 anos. Abraço!!

  27. Marilia Maia says:

    São 5h19 da manhã e eu estava estudando Direito Eleitoral, na tentativa de conseguir ser Juíza Estadual. Dei uma pausa e achei seu perfil no Twitter, com um repost de um professor de cursinho preparatório que sigo. E que pausa abençoada! Acabei de ganhar uma nova inspiração de Juíza mulher (só tinha duas até então). Obrigada, Doutora! Que gás a senhora me deu! Justo quando eu mais estou precisando, por cansaço e desânimo. Muito obrigada mesmo! Que Deus lhe abençoe e continue lhe dando muita saúde para viver e desempenhar minha tão sonhada carreira com essa consciência que a senhora tem. O país precisa de mais juízes como a senhora.

    • Carolina Malta says:

      Que coisa boa! É muito bom receber este “feedback”. Espero que tenha sucesso na sua preparação! Abraços

      • Flávia Xavier says:

        Lindas e sábias palavras!
        Acho muito importante a figura do juiz pelo fato de ter que; usar a ótica do Direito olhando não somente com os olhos. Mas com o coração e ponderando suas decisões para que tanto a razão como emoção sejam paltados e decididos de acordo com as ferramentas que possuem , visando o melhor para a sociedade.
        Para ser um bom juiz é preciso ter na alma a intenção de se doar pelas causas…
        Parabéns pelas palavras! Uns tem sonhos mas outros tem vocação é acredito que o que tem o sonho é a vocação é que fará a diferença na produção de seus efeitos e você é esse exemplo dra Carolina Malta!
        Eu acredito na mudança…
        Eu tenho esperança…
        Eu quero fazer a diferença.

  28. Bruno Alves says:

    Parabens pelo post Carolina!
    Sou advogado e digo o mesmo: é extremamente decepcionante deparar com juizes sem qualquer vocação para a profissão (haja decisões copy&paste! rs)
    Mas no fundo, acredito que boa parte dessa situação se deva à cultura do nosso país, onde primeiro se objetiva a remuneração (quantos pais não criam seus filhos dizendo “vai ser médico”.. “vai ser juiz” e nunca perguntaram o que ele realmente gostaria?!?).
    Sem falar na “fabrica” dos concursos.
    Me lembro de frequentar cursinhos preparatórios pra magistratura (visando OAB), e conhecer diversos casos de estudantes que, estafados por anos de dedicação, prestavam quaisquer concursos que surgissem.. imagino quantos juizes vocacionados nao se tornaram promotores/procuradores e vice versa.
    Fico feliz por ver um texto sensato como o seu.
    Só com mensagens e exemplos de pessoas vocacionadas à magistratura, teremos a atenção dos postulantes ao cargo (e pelos comentários, são muitos!)
    Boa sorte em sua caminhada e parabéns novamente!

  29. Filipe says:

    Dra. Carolina, bom dia. Venho aqui pedir uma orientação: estou estudando para AGU, com edital esquematizado, e percebi que não há muita diferença de disciplinas com o esquematizado de Juiz Federal (meu objetivo final). Pergunto: é possível conciliar o estudo para ambos os editais, ou, apesar da similaridade de matérias, o enfoque é completamente distinto?

    Muito obrigado pela atenção!

    • Carolina Malta says:

      Filipe, tudo bem? É muito possível conciliar, na verdade, qualquer edital. Quando ambos os concursos são da mesma área (federal/estadual/trabalhista), fica ainda mais fácil. Nunca reduza o enfoque a um concurso só. O ideal é pegar o edital mais abrangente e ter como meta termina-lo. Assim, indiretamente, você estará preparado para qualquer concurso com edital menos abrangente, cujo conteúdo esteja contido naquele maior.
      Espero ter ajudado.

      Abraço!!

  30. gilson says:

    Sempre tive o sonho de ser juiz, por acreditar que esta é uma das poucas profissões que nos dá a oportunidade de mudar as injustiças que vemos diariamente na nossa sociedade. Seu texto foi esclarecedor… obrigado. Nas entrelinhas pude ver uma juíza que tem o sacerdócio no sangue, que se dignou a dedicar um pouco do seu curto tempo “livre” para escrever de forma tão clara e honesta para aqueles que desejam, um dia, ocupar a “cadeira da justiça”… obrigado, do fundo do coração, obrigado.

  31. Danilo Campos says:

    Carolina, muito bom saber de tudo o que você expôs na matéria. Contudo, sinto que faltou algo também muito importante: os pontos positivos da função (o que leva à satisfação pessoal em exercer a judicatura, a qualidade de vida que, apesar do volume de trabalho, deve haver etc.).

  32. Rudy Aparecido de Assis Gonçalves says:

    Carolina,o artigo é maravilhoso, uma verdadeira fonte de inspiração para os que são verdadeiramente são vocacionados para a Magistratura.

    Muito obrigado,

    Rudy Assis.

  33. Álefe Barbosa says:

    Agora tenho mais certeza que nunca, parabéns é um ótimo texto!

  34. Deborah Fernandes says:

    Comecei há pouco minha preparação e me identifiquei imensamente com o texto! Tenho arrepio quando ouço alguém querendo concurso por causa do salário, do status, ou da suposta “vida mansa”. Isso é uma profissão! É um trabalho que fazemos para outras pessoas, que estão ali esperando uma decisão. Que sofrem, que não dormem, que têm gastrite nervosa. Então o texto é mesmo muito inspirador. Daqueles que a gente cola na geladeira para nunca se esquecer o motivo de termos começado isso tudo. E esse motivo precisa ser o outro.
    Também achei fantástico colocar o estudo no seu lugar correto: estudamos muito porque lidaremos com situações difíceis, com pessoas (MP, advogados, defensores) bem preparados e que esperam que o juiz também esteja. Precisamos estudar muito, sem atalhos, porque isso será importante no dia a dia.
    Infelizmente não tive a oportunidade de estagiar ou trabalhar no Tribunal para conhecer de perto essa realidade. Por isso, ler um pouco de quem está nessa jornada ajuda na preparação.

    Obrigada!

    • Carolina Malta says:

      De nada, Deborah! Fico muito feliz por ter gostado! Abraços e boa sorte!!

  35. Flávia Santos says:

    Dra. Este raciocínio é facilmente aplicável alguns colegas seus da seção judiciária de Alagoas. Penso nas injustiça penso em como.advogada tive w suportar juízes, promotores Desqualificados q só Deus sabe como foram aprovados no concursos. Decisões burras, estúpidas, desrespeitosas com as partes ecadvogadis são comum. Para quem sente na pele a injustiça e sempre teve preparo jurídico, aos fatores levantados p,V.Exc. volta ao binômio idade/experiência. Sou contra juízes com menos de 35 anos de idade devendedo ter pelo menos dez anos de experiência. Como parte também.
    Q venham bons juízes no próxima concursos pq descreio da excelência dos candidatos q provavelmente serão aprovados, caso a forma de seleção não mude.

  36. Wendel Carlos da Silva says:

    Belas e fortes reflexões para todos. Inclusive para mim que estou apenas no início dos meus estudos para entrar no mundo do Direito.

    Obrigado! DEUS ABENÇOE!!!

    Wendel.

  37. Eu amei este artigo sobre um assunto tão importante. E se você estiver interessado na segurança de documentos confidenciais, você pode passar pela minha página. Obrigado!

  38. Isabela says:

    Quero MESMO! Essa é a minha grande missão. Amei o texto!

  39. Gislaine Rossi says:

    Que lindo texto! Muito obrigada pelos ensinamentos. Grande abraço.
    Gislaine Rossi

  40. Bárbara says:

    Que “sorte” ter encontrado seu perfil no Twitter e esse texto tão necessário para alguém que está tomando a coragem requerida (e é preciso muita) para mergulhar de cabeça nessa escolha de vida e no processo de preparação que ela demanda!
    Obrigada pelo texto sincero e realista!

  41. Luciana Vieira says:

    Sempre fui apaixonada pelo Ministério Público, mas há algum tempo não sentia mais que essa é realmente minha vocação e não encontrava mais a motivação necessária para um caminho tão difícil. Encontrei muitas respostas neste seu texto! Muito obrigada de coração!!

  42. Erica says:

    Exa, me perdoe, mas existem juízes e juízes…falo com conhecimento de causa! Alguns não abrem o processo e assinam de olhos fechados as minutas dos acessores!

    • Carolina Malta says:

      Não precisa pedir perdão porque é exatamente disso que o texto fala: da busca pela vocação. Obrigada pela msg!

  43. Luana says:

    Que beleza. Que lindo. Gratidão por compartilhar tudo isso e por tocar meu coração. Esse é o caminho, irei até o fim… alcançar o meu começo!

  44. Murilo N Almeida says:

    As indagações me fizeram refletir bastante e todas as minhas respostas não ocorreram na forma sim ou não. Assomaram a forma de sentimentos e apesar de nunca ter exteriorizado essas frases brilhantes em algum lugar no meu coração sempre esteve presente tais reflexões, preocupações, que ao ler me trouxeram um desavisado déjà vu. Uma reflexão simples mas que traz importância vital para todos que pretendem seguir a carreira, sem correntes e sem discussões, pois é unânime. Grato

  45. Isabel says:

    Prestei concurso para juiz do trabalho de 2002 a 2007, quando assumi o cargo de servidora pública no TRT PR. Quando fiz minha primeira sentença como assistente vi que não desejaria ser juíza. Idealizava uma profissão. Hoje ainda sou servidora e, com certeza, muito mais feliz.

    • Carolina Malta says:

      Que bom, Isabel! Aqui em Pernambuco uma assessora do TJ chegou a assumir o cargo de juíza e voltou atrás porque viu que não era o seu perfil. Está super feliz tb!!

  46. Sérgio Fiuza says:

    Carolina, parabéns.

    Muito interessante e realista seu texto.

    Sabemos que a magistratura está longe de ser “só flores” e uma boa remuneração.

    Escreva sempre.

    Grande abraço do seu orgulhoso colega.

    Sérgio Fiuza.

  47. Maurílio Bernardino says:

    Texto muito bom! Flerto com o Direito há um certo tempo e estou cada vez mais convencido de que é isso que quero para minha vida. Estou na Alemanha e tenho alguns amigos aqui que estudam Direito e sempre conversamos sobre a carreira jurídica. Conclusão: aqui é igualmente difícil. É uma rotina monstruosa, mas quando se tem vocação e força de vontade pode-se ir longe. Muito obrigado por compartilhar este texto conosco, Vossa Excelência!!
    😀

  48. JOSÉ PEDRO CUNHA IANNI says:

    Parabenizo pela excelência na proposta auferida aos futuros magistrados. Toda cautela se faz necessária.

  49. Hevellyn says:

    Palavras escritas com tamanha congruência, que me levaram a reafirmar o papel imprescindível do juiz na sociedade.A extensão do significado de juiz natural, posto que a natureza ultrapassa os limites do positivo,trazendo a humanidade a cada decisão.obrigada pelo texto, esclarecer

  50. Thiago Coelho de Almeida Freire says:

    Seu texto me emocionou. E me deu a mais plena certeza de que este é o meu chamado vocacional. Não tenho dúvidas de que é sob a Justiça que minha alma repousa. Um beijo.

  51. Dayane says:

    Oi, Carolina.
    Seu texto é muito motivador. Meu maior sonho é ser magistrada um dia. Sobre querer realmente ser Juíza, eu sei que é isso que eu realmente quero! Sempre digo que não me vejo fazendo outra coisa. Já trabalhei com um juiz auxiliando-o na confecção de decisões e sentenças, e, nessa época era estagiária, sendo que eu já cheguei a levar processos para sentenciar em casa (claro, que com a devida autorização), varei madrugadas prolatando decisões, tudo isso por amor à Magistratura, e, também pelo aprendizado. Cada processo e o peso de julgar, me sensibiliza de uma forma inacreditável, tento sempre ser o mais justa, equânime e correta, possível.

    O meu maior problema é que às vezes eu não acredito na minha capacidade. Têm momentos que eu costumo subestimar minha capacidade intelectiva de organizar ideias e elaborar raciocínios. Na verdade, para ser sincera, às vezes acho que não sei falar bem em público, ou seja, com clareza, coesão, objetividade, e, por isso, penso que jamais vou conseguir ter essa eloquência que vejo na fala de alguns juízes. Só de pensar em uma prova oral, o medo de chegar nessa fase e falhar é tão grande, que me vem subitamente a sensação de incapacidade.
    Você acredita que com cursos e treinamento eu conseguiria desenvolver tal habilidade? Tem alguma dica que possa me dar?

    Atenciosamente,

  52. Ismael Veras says:

    Excelente texto, doutora!

  53. Já retweetei esse texto antes, e mais uma vez gostaria de expressar aqui a primorosa obra que a Exma. juíza fez ao escrevê-lo. Obrigado, em nome da comunidade jurídica. Muito sucesso e prosperidade em sua caminhada!

  54. Renata Souza Lima says:

    Excelente texto. Obrigada por suas palavras.
    Grande abraço e parabéns.

  55. Roberto says:

    Carolina, vc ainda se depara com situações muito repetitivas, que atolam teu gabinete? De que maneira vcs têm enfrentado essa massa, já há um nível bom de informatização para procedimentos e decisões? Confesso que a visão de centenas de execuções fiscais aguardando o magistrado diariamente para que decida sobre questões como Bacen Jud e citação de executado não me empolga: parece ser um desperdício de uma mão de obra tão qualificada em pleno 2019! Além, claro, se um enxugamento de gelo que, mais cedo ou mais tarde, será substituído pela cobrança administrativa – e, torçamos, quase que inteiramente informatizada – da dívida. Enfim (depois de tanta embromação), minhas perguntas são: esse cenário que eu descrevi é exceção? É possível ser juiz e lidar com um volume menor, mas mais desafiador – e, consequentemente, mais gratificante – de trabalho? Abraços

    • Carolina Malta says:

      Oi Roberto, obrigada pela sua mensagem. A capacidade de gestão é um dos maiores desafios que o juiz tem hoje e é essencial que ele tenha esse talento para bem exercer a sua função. Não é mais possível a figura do juiz escondido no gabinete, apenas estudando os casos e decidindo, sem atuar no gerenciamento dos feitos e da sua equipe. No meu caso, especificamente, já atuei em Varas com processos de massa (Ex: Juizados Especiais Federais), mas hoje estou na Vara Criminal e cada caso é um caso. Não há mais o volume de antes, mas os casos exigem muito mais de mim do que antes. Então, é possível sim, mas não necessariamente podemos dizer que o juiz está trabalhando menos. Pode ser que esteja trabalhando bem mais quando faz uma sentença do que quando faz 200 iguais. Abraços, Carolina

  56. Junior Baptista says:

    Belo texto! Motivador!

  57. Bárbara says:

    É tão esperançoso ver esse texto, saber que existem pessoas que pensam como eu, sempre vi a atividade dessa forma. É tão triste ver juízes acomodados, é tão triste ver que a essência da profissão mudou pela ganancia das pessoas.

  58. Julia Feitosa says:

    Uau! Que texto inspirador. Palavras incríveis e que reflexão maravilhosa. Muito obrigada. Se um dia for da vontade do bom Deus quero sim assumir esta responsabilidade e compromisso. Por um Brasil melhor e um jurisdicionado eficaz.

  59. Gilson Pires says:

    Excelente texto e reflexão! Agradeço compartilhar vossos pensamentos e experiências.

    Advogando conheci muitos magistrados, alguns com a pré disposição natural de incorporar a função de forma digna, verdadeiros exemplos que reconheço pela atuação e não por uma decisão que me seja favorável.
    Alguns, infelizmente, ainda pautados pelos “outros detalhes” decorrentes da nomeação.
    Da mesma forma como vejo a respeitos de outros colegas e em outras profissões.
    A diferença está na essência do ser. A isto incentivemos!
    Meus cumprimentos!

  60. Eduardo Lopes de Faria says:

    Parabéns pelo texto! Inspiradoras palavras! Estudo há 4 anos para concursos. Atuo como OJAF. Há dois dias, estudo para MF. Eu quero ser Juiz Federal!

  61. Leonardo Ferreira Pina says:

    Sábias palavras. Ser juiz é mais que uma posição de status e glamour. Ser juiz é dedicar sua vida ao amor pela justiça.

  62. RILDO ARAÚJO says:

    “Quem pretender ser Juiz deve, primeiro, ter um processo pessoal na Justiça. Este é o primeiro passo! Deve sentir na própria pele o que é ser parte; o que é suportar os efeitos da demora de uma decisão; o que é receber uma sentença e demorar anos para executá-la; o que é ter seu direito negado através de uma sentença ou decisão padrão que não analisou corretamente o caso; o que é embargar desta decisão/sentença e receber, como resposta, que a pretensão é de mera rediscussão do julgamento; etc.”

    Excelente texto!!!Esse trecho acima é excepcional, comugo do mesmo pensamento, inclusive, concluo que são poucos os magistrados que têm senso de justiça, porque há muitos e muitos mesmo que são conhecidos como a figura do “juiz token”, que somente assinam de olhos fechados buscando bater metas do CNJ objetivando um selo diamante, o que é lamentável.

    • Carolina Malta says:

      Verdade! Há muita gente sem vocação e sem interesse em todas as profissões. Uma realidade lamentável. Reconheço também que há lugares sem estrutura de trabalho, em que colocam um juiz para responder por não sei quantas varas, o que torna impossível uma boa prestação jurisdicional. Obrigada pela mensagem!!

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